Estava eu aqui a encarar uma página totalmente em branco no Word, imaginando como eu começaria este texto. Certa vez alguém disse que as primeiras frases de um livro são as piores e, sinceramente, concordo plenamente.
Mas, de qualquer forma, lá vamos nós. Meu nome é Júlia, tenho 15 anos, e estou no terceiro ano do Ensino Médio, tentando sobreviver em uma piscina de tubarões. Não acho que saiba muito bem quando começou a minha história com seriados, mas me recordo de manhãs de sábado regadas a Blossom e companhia.
Até então, tudo não era mais que uma distração, nada além de um supridor das necessidades televisivas, principalmente nos finais de semana. E eu era feliz, mergulhada na ignorância de não conhecer Phoebe, Ned, Cristina, Juliet ou Greg. Era feliz até a fatídica segunda feira, e uma estranha propaganda na Globo, um olho que se abria misteriosamente, um flash verde, uma selva talvez? E as quatro letras que me fizeram abrir um novo horizonte: Lost.
Certo. Um belo clichê, mas fazer o que? Depois daqueles 24 episódios, dublados e vistos em plena madrugada, eu descobri que não poderia esperar um ano inteiro para descobrir o que aconteceu depois que abriram a escotilha…
Bem, três temporadas depois, aqui estou eu, tão viciada neste mundo que chego a ver vinte episódios por semana, graças ao Paul Torrent, e pretendendo comentar as minhas atrações favoritas (até onde a greve deixar).